Uma das questões globais mais bem presentes no texto dramático de Henrik Ibsen é a discrepância entre as classes sociais dentro de uma sociedade. Isto é evidente na relação entre Nora e Ms. Linde.
Ms. Linde é uma mulher trabalhador e lutadora. Dedicou a sua vida inteira a trabalhar para sustentar a mãe e os irmãos mas apesar de todo o esforço e dedicação no trabalho nunca viu a sua vida a evoluir. Por outro lado, Nora nunca trabalhou um dia na sua vida. Vive a custa de um marido de posses e esbanja dinheiro com coisas futeis e de pouca relevância. Este contraste entre as duas personagens não foi um mero acaso. Para além de realçar características negativas na personagem de Nora como o egoísmo e o egocentrismo, Ibsen aproveita para fazer uma crítica social ao capitalismo. Este sistema beneficia mais as pessoas já endinheiradas e prejudica as pessoas de camada mais baixa explorando-lhes e diminuindo as suas oportunidades de ascensão na vida, como é o caso de Linde.