O desconcerto é a incompatibilidade entra a experiência e a teoria, que tenciona harmonizar a razão e o desejo. Neste ideal irrealista o amor serve como forma de entendimento. O desconcerto é, na realidade, a aceitação compulsiva da desordem da vida e à irracionalidade das pessoas.
O desconcerto é representado na lírica camoniana através do amor, da amada e do amante. O sujeito poético muitas vezes debate como o amor pode ser caminho para o Bem, beleza pura e juntamente o furor que impulsiona as piores culpas. Assim como os aspectos malignos e traiçoeiros das mulheres mesmo sem perder a sua beleza.
Apesar de tudo isto o sujeito poético rejeita-se a continuar na incompreensão e continua à procura do que deveria ser incessantemente.