BOW 4 – COVID-19 Infographics

With the viral increase and spread of the Coronavirus governments around the world have begun putting strict measures into place in an attempt to contain and eliminate the new virus that has cost thousands of lives. As no exception, Singapore has done just that. Seeing quite a few cases within their own territory, a large-scale education campaign has been put into effect to try and moralise the people of Singapore about the catastrophe this virus is and what can be done in order to decrease the potential effects of it. A large part of this campaign is being conducted through the use of infographics. The Ministry of Health in Singapore has developed and published, to date, 14 infographics concerning COVID-19, with similar objectives but different messages. Some aim to raise awareness on what the virus is in itself, others to educate people on how to keep themselves safe during this time and others just to pass on institutional information on the restrictions being imposed on civilians as a way to contain the virus and abolish spread. Seeing this is a campaign by the Singaporean government is is safe to say that the target audience are the people of Singapore. This can also be said as the languages in which the infographics are available reflect the official languages of the country; English, Mandarin Chinese, Tamil and Malay. The infographics are well designed and are appealing to a wide range of ages in order to reach as many people as possible, not targeting only a specific age group but rather the country as a whole as this pandemic affects everyone, from the youngest to the oldest.

https://www.moh.gov.sg/covid-19/resources

Creative Nonfiction Writing- Campus Closure

The Angolan government is putting its best efforts into containing the new virus, COVID-19, and remaining one of the few countries without a confirmed positive case. This has led to various drastic measures including the cancellation of all flights in and out of the country and the closure of all international airports, as well as the closure of all public schools, in the respective order. Airports are closed for a period of at least 15 days, due to be revised for an extension based on the situation of the pandemic on a global scale. This measure does not apply to ships arriving at ports bringing goods for public consumption. 

Following international standards and prioritising the health and safety of students as well as the school’s Mission statement, Luanda International School has closed its campus. Murmurs and rumours had begun the days prior to the confirmation announcement. “Online learning’s gonna be hella rough”, said one of the students. There was clear discontentment coming from the upper secondary students, especially those within the Diploma Programme years. There was a sense of “we’re going to miss out on so much of the content and be hella behind when we come back”, as many students said around campus. As teachers tried to explain the reasoning behind the decision put forth by the board of directors, panic grew. Students were disappointed and the top of the upper secondary building was tense. There were silent conversations, whispers and even tears. Senior worried about not having a graduation ceremony or “missing out on content that will be necessary for the May exams”. 

For the younger students campus closure translates to extended holidays. Social media posts were based on complaints. It was expected and anticipated that school closed, contrary to the older students. The sooner school closed the better. The conversations on the bottom floor of the upper secondary building were much different from the top floor. “If other schools are closing, why isn’t ours?”, I heard as I passed by a crowd of year 10 students. There was a feeling of liberation, a desire to escape, one that is felt when someone feels trapped. For the first time, I felt students beg to stay at school. “Why can’t school just close at the end of the week”, a Diploma student said. “There’s a week left to go, no one is infected, there aren’t even any confirmed cases in the country”, another one responded. Three days of school was enough to calm the nerves. All the Diploma students wanted was some extra time to get their things together and feel as if their time wasn’t getting cut short “unnecessarily”. 

Como poderá uma personagem de A Casa da Boneca de Henrik Ibsen oferecer ao leitor uma janela para o mundo?

Na peça de teatro A Casa da Boneca, do autor norueguês Henrik Ibsen, existem duas personagens que se opõem às normas sócio-culturais em prol da sua auto-libertação. Estas duas personagens têm pouco em comum mas uma coisa que as une como influentes é o facto de serem mulheres. Durante a peça, Ibsen crítica mulheres passivas as normas da sociedade, assim como homens que patrocinam tais práticas, perpetuando a desigualdade dos géneros e o casamento baseado nas aparências. 

Christine é uma mulher que a partida se opõem às normas estabelecidas e vive uma realidade muito diferente da de Nora. Christine abre uma janela para o mundo ao leitores, especialmente as mulheres do tempo em que foi escrito, porque se sustenta a ela própria. Ao contrário das mulheres da altura, Christine procurava qualquer coisa mesmo “sem ninguém para quem trabalhar” (p.23) porque carregava o peso de se sustentar a si, a sua mãe e os seus irmãos. Este senhora distingue-se do resto porque não depende financeiramente de nenhum homem, nem tem um marido que serve como provedor das necessidades de casa. Christine eventualmente encontra uma fonte de rendimento rentável e, até certo ponto, estável e torna-se independente. O uso desta personagem na peça, peça esta que visa criticar a maneira como as mulheres são vistas perante a sociedade e o seu dever dentro da mesma, apresenta uma nova realidade as mulheres da altura visto que isto era pouco comum neste período. As ações de Christine mostram que as mulheres são capazes de fazer aquilo que os homens fazer e não precisam de maneira nenhuma depender de um homem para se manterem na vida. Serve também como uma maneira de abrir os olhos a muitas mulheres que se encontram estagnadas na vida por acharem que não há nada que possam fazer numa sociedade dominada pela sexo masculino. 

Ao contrário de Christine, muitas mulheres na altura em que a peça foi escrita e encenada, viviam a mesmo realidade que Nora. Esta realidade baseava-se na transformação das mulheres em “bonecas” dentro dos seus lares. Estas mulheres que vivem como bonecas eram totalmente dependentes e controladas pelos seus maridos, filhos, ou qualquer tipo de figura masculina na sua vida. Ao longo da peça o leitor é apresentado a várias atitudes de Nora que, a partida, demonstram que Nora se opõem, apesar de não abertamente, as regras impostas pelo seu marido. No início da peça o leitor apercebe-se que Nora faz coisas às escondidas de Torvald, e quando está na presença do mesmo tenta arranjar maneira de disfarçar os seus pecados como quando “coloca o pacote de biscoitos no bolso e limpa os lábios” (p. 12). Isto revela que Nora submete-se às regras estabelecidas pelo marido mas que as vais quebrando por trás para seu próprio benefício. Apesar disto, Nora toma conta da casa e dos filhos, não trabalhar e portanto não tem fonte nenhuma de rendimento, e recebe dinheiro do marido para propósitos ao critério dela. Quando Nora decide abandonar o casamento à procura de libertação e da real felicidade, ela mostra a todas as leitoras que apesar de tudo existe uma saída, até mesmo para que se encontra na mesma situação que ela. Nora deixa tudo para trás, incluindo a estabilidade financeira que era garantida pelo seu marido para seguir o seu próprio caminho. Isto é feito quando Nora apercebe-se que a sua vida era controlada por um homem que na realidade não a amava e que continuava no relacionamento porque gostar de quem ela se tinha tornado para acomodar as necessidades dele e não por quem realmente ela era. Nora segue a sua vida a solo e durante este percurso aprende o que realmente ela quer para ela. Sendo assim, esta personagem mostra que para além de que as mulheres merecem mais do que aquilo que lhes é oferecido, o amor próprio reina acima do contentamento, entretenimento e serviço aos outros. 

Em conclusão, a presença destas duas personagens na peça dá ao leitor, especialmente ao público feminino, uma janela, ou uma visão diferente, para o mundo. Neste case, patrocina as mulheres que se encontram nestas situações, uma nova esperança de vida e dá-lhes a coragem para enfrentarem os problemas e se erguerem para defender aquilo que acreditam, apesar de tudo que lhes pode custar. 

Em que medida a interpretação e o impacto de um texto muda ao longo dos tempos?

Os autores quando escrevem uma obra, quer seja peça de teatro ou novela, têm uma mensagem previamente estabelecida, com um propósito, até certo ponto, definido. No caso de A Casa da Boneca, Henrik Ibsen tinha a intenção de fazer uma crítica social à maneira de viver na altura em que o escreveu. Nesta era havia uma desigualdade social institucionalizada e patrocinada pelos próprios integrantes da sociedade, independentemente do género, visto que as mulheres se submetiam a tais tratamentos sem questionar nem desafiar as normas da sociedade em que vivam, tal como a total dependência dos maridos, visível quando Helmer diz à Nora que “arranjas sempre maneira de eu te dar dinheiro” (p. 15). Sendo os membros mais oprimidos nesta situação, era de se esperar que alguma coisa fosse feita para inverter o quadro. Partindo do princípio que nada foi feito pelas mesmas, Ibsen tomou a liberdade, usando a sua vantagem de homem, para expandir a recessão da mensagem e começar um movimento em prol da libertação das mulheres através da literatura. Na altura, a mensagem da peça de teatro que almejava mostrar o descontentamento do autor com a sua realidade, foi recebida de forma negativa, como uma afronta de Ibsen para a sociedade no seu todo. Isto deve-se a maneira como as pessoas se sentiam vivendo deste modo. Os maiores críticos, sem dúvida, foram os homens porque a crítica era direcionada a eles, em prol da igualdade de géneros. Mas a mensagem foi recebida e a sua voz foi ouvida, pelo menos por alguns, não só pelos que partilhavam a mesma opinião previamente mas também os que se reviram nas suas perspetivas. 

Com o passar do tempo as intenções do autor permanecem, mas devido a mudanças nas ideologias dos leitores há uma mudança na interpretação e no impacto que a obra tem no público. Em tempos recentes a obra de Henrik Ibsen pode ser usada como uma forma de análise e base para uma comparação entre os tempos diferentes. A peça leva-nos a pensar até que ponto as coisas realmente mudaram na sociedade. Baseado na interpretação do livro e do entendimento do leitor é possível, a partir daquilo que se encontra presente no texto, fazer uma comparação de vários aspetos da sociedade. Mesmo nos tempos de hoje, há uma desigualdade entre as classes sociais superior àquilo que é desejável. Tal como na A Casa da Boneca há uma discrepância significante no que toca as classes sociais, especialmente na interação entre Nora e Mrs. Linde. Nora é uma esbanjadora, que pouco faz para ter algum sustento e depende totalmente do marido financeiramente, ao contrario de Mrs. Linde que mesmo “sem ninguém para trabalhar” é obrigada a “procurar qualquer sustento” (p. 23) para manter a sua família. Isto mostra o verdadeiro problema do sistema em que vivemos hoje em dia, que não é um problema de agora. A classes mais baixas são obrigadas a trabalhar mais horas, em mais empregos, e com um salário mais baixo, vendo assim as possibilidades de evoluirem na vida diminuirem a cada ano que passa. Ao contrário das classes mais altas que, muitas vezes, pouco fazem e que vivem da herança deixada por familiares e entregam-se ao comodismo. De uma forma mais sintetizada, o esforço das pessoas da camada mais baixa da sociedade não é devidamente recompensada. Outro problema que a peça nos leva a refletir é o casamento. Dentro deste tópico existem vários problemas, começando pela desigualdade e tocando em outros aspetos tal como o arrasto do casamento para manter as aparências apesar de já não existir amor entre o casal. No caso de Torvald e Nora era uma expetativa da sociedade que se permanecessem casados. Não era uma escolha, muito menos para a mulher, dissolver o casamento por várias razões tal como os filhos e opiniões externas. Nora, apesar de ter feito um sacrifício, cometendo até um crime, para salvar a vida do seu marido nunca conseguiu ser sincera e aberta com o seu parceiro por medo da verdade ser muito “humilhante e muito dolorosa para Torvald, com o seu machismo” (p. 27). Isto revela quase são as funções do homem e da mulher dentro do casamento, mostrando que a mulher deve limitar-se apenas as tarefas domesticas como cuidar dos filhos e manter a casa em boas condições, enquanto que o marido ganha o sustento para a família independentemente da sua presença no seio da família. 

IO Practice Evaluation

From the various Individual Orals and from my own there were a few things that should be kept in mind for the next practices, if it happens to be the case, as well as the final one in May. Some of the points that were strong and should be maintained for further IOs are clearly identifying the global issue, summarising the texts being analysed, articulating words properly and speaking at a pace that makes what’s being said clear and easily understandable. A few other things that were successful and should be kept for future IOs are sticking to the analysis of one text and not making comparisons between the different texts, using varied language that is appropriate and relevant to the global issue, and integrating quotes that help show how the author expresses her ideas.

However, there are things that should be kept in mind that can be overlooked when doing the Individual Oral which can make the difference between a high level IO and a mediocre one. Some of these aspects include explaining the impact the text has on the audience, commenting on the effectiveness of the stylistic choices in the communication of the message, suggest reasons why the author might have made those specific stylistic choices during the analysis. Furthermore, there needs to be a short comparison of the texts including the intentions of the authors and how these compare, and after that present which one is the most effective in doing so. All of the different aspects mentioned in this paragraph and the previous one will help me achieve the highest grade possible for this examination. They will help me showcase my knowledge and critical thinking skills as well as allow me to distinguish my presentation from mediocre ones.

Casa da Boneca- Nora Helmer

Querido Diário,

Hoje marca o início do fim da minha vida. Hoje aconteceu aquilo que era o meu maior medo. Torvald despediu Krogstad do banco e agora o meu segredo está a solta. Já não há regresso. Tenho apenas 31 horas de vida. O que devo fazer? 

Vou viver hoje como se fosse o último dia da minha vida. Vou reviver todos os momentos que passei com Torvald e proporcionar um dia feliz para todos incluindo as crianças porque, no final, os mais prejudicados por isto tudo são eles. Como fui capaz de fazer tal coisa? Como fui tão ingênua ao ponto de cometer um erro tão crasso que acabou com a minha família?

Como será amanhã? Será que me vou divertir? Não consigo parar de pensar no que aconteceu, no que vai acontecer, no que já aconteceu. Torvald nunca me irá perdoar. Nem ele vai conseguir aproveitar a última noite que vamos ter juntos. Estive a espera deste baile durante tanto tempo e agora é disto que me resta? Uma festa sem prazer, uma dança sem desejo e um relacionamento em vias de extinção. Como irei de explicar isto aos meus filhos? O que irá a sociedade pensar de mim? Eu não me posso tornar no Krogstad, não, não, não! Os meus filhos podem crescer num lado envenenado como o dele, nem se tornar delinquentes por conta das minhas ações. Que péssima mãe que fui! 

Mas, será que os motivos que me levaram a tomar tais decisões não contam para nada?Certamente que salvar a vida do meu marido não é um crime condenável. Eu apensa fi-lo para o bem da minha família. Será assim tão mau? Ai que sufoco, que mais profunda tristeza e arrependimento. 

Nada mais me apetece a não ser trancar-me no quarto enrolada nos meus lençóis em forma de casulo, talvez assim fique segura deste avalanche de sentimentos que vem contra mim. 

Questões Globais na “Casa da Boneca”

Uma das questões globais mais bem presentes no texto dramático de Henrik Ibsen é a discrepância entre as classes sociais dentro de uma sociedade. Isto é evidente na relação entre Nora e Ms. Linde.

Ms. Linde é uma mulher trabalhador e lutadora. Dedicou a sua vida inteira a trabalhar para sustentar a mãe e os irmãos mas apesar de todo o esforço e dedicação no trabalho nunca viu a sua vida a evoluir. Por outro lado, Nora nunca trabalhou um dia na sua vida. Vive a custa de um marido de posses e esbanja dinheiro com coisas futeis e de pouca relevância. Este contraste entre as duas personagens não foi um mero acaso. Para além de realçar características negativas na personagem de Nora como o egoísmo e o egocentrismo, Ibsen aproveita para fazer uma crítica social ao capitalismo. Este sistema beneficia mais as pessoas já endinheiradas e prejudica as pessoas de camada mais baixa explorando-lhes e diminuindo as suas oportunidades de ascensão na vida, como é o caso de Linde.

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